G.Ferraz

Projeto Escola Segura: Posso, gratuitamente, ajudar você a salvar vidas

22 de março de 2019

Você leva o carro ao mecânico e ele vê qual peça não está funcionando como deveria. Então ele a troca e o carro funciona como um novo.

Nós não somos um carro, nossos problemas não são simples e não tem uma única causa. Família problemática, bullying, fácil acesso às armas, são apenas três frutas em uma cesta muito pesada. Porque ela é a soma do peso de todas as “frutas”, assim como foi na escola da tragédia em Suzano e todas as outras escolas.

Para resolver qualquer problema é preciso entendê-lo e saber o porquê acontece. No entanto, primeiramente, é necessário admitir sua existência, e isso não é fácil. Mesmo parecendo inacreditável, isso ocorre na área da Educação, com pais e educadores que acreditam compartilhar da escola perfeita, porque ignoram notícias ruins, sistemas de segurança inadequados, “peças” que precisam de manutenção. E quando essa “engrenagem” está apenas com pequenos reparos, é que pode acontecer o pior: a morte de crianças e adolescentes!

Anteriormente eu fiz esse vídeo, explicando brevemente o porque tragédias como a de Suzano acontecem. Nesse texto eu trouxe um programa que tem dado bastante resultado nos Estados Unidos. Até no ano de 2017 ele foi aplicado em 44 escolas no Estado do Colorado. É um programa que exige certo empenho, antes e durante a vida escolar, e age em vários níveis da vida do estudante, tendo 7 etapas:

Etapa 1: Coletar dados

É importante entender o que se passa na escola e com os estudantes que a frequentam, e entender onde precisam de ajuda.

Etapa 2: Falar sobre o assunto com os alunos

Criar uma linha telefônica anônima ou aplicativo para alunos denunciarem comportamentos suspeitos (ex.: alguém com armas).

Curiosidade: Nos USA em 2004 receberam 294 dicas sobre ataque. Vários eram fraudes, mas grande parte era verdadeiro. Mesmo não sendo direcionada p/ isso receberam mais de 700 dicas sobre suicídio, e muitos eram planos reais. Em 2017, foram realizadas 9.163 denúncias.

Etapa 3: Treino e preparação dos estudantes e funcionários

Não estou falando de Power Point, estou falando de experiência prática, e também da adotar um programa anti bullying.

Etapa 4: Escuta ativa

Consegue escutar alguém sem julgar? Se um professor ou aluno falar algo ele tem chance de ser punido por isso?

Etapa 5: Plano multidisciplinar

Precisa incluir todo mundo, todos os funcionários precisam estar atentos; do cozinheiro/porteiro a diretoria é necessário dividir informações! A falha ou falta de informação leva a uma oportunidade perdida em muitos pontos, inclusive de ajudar a criança/adolescente, que poderá ser tornar um atirador (lembrem-se, eles também são vítimas). Todos, inclusive os pais, devem ficar atentos a comportamentos de alto risco.

Etapa 6: Relacionamento positivo

Grande parte dos atiradores são solitários, então é necessário assegurar de que existe relacionamento entre todo adulto e aluno na escola.

Curiosidade: Em uma escola no USA eles colocam o nome de todos alunos em uma cesta, e então os funcionários pegam os que são conhecidos. Os nomes que sobram na cesta (são maior risco) são distribuídos pelos funcionários para conhecê-los.

Etapa 7: Adaptar à realidade da escola

O plano é bem bonitinho no papel, mas se ele não for adaptado de acordo com a realidade da escola não adianta nada. Algumas escolas mal tem recursos para comprar material escolar, é aí que entramos e fazemos os ajustes necessários.

Sou Gabriel Ferraz, Psicólogo Cognitivo-Comportamental, e me disponho a ir à sua escola sem custos para conversar com os professores e/ou pais sobre assuntos como bullying, depressão, ansiedade, indisciplina e este programa. Para criar um ambiente escolar seguro, entre em contato por meio do telefone: (16) 4101-0812.

Também gostaria de pedir ajuda para alguém que possa criar um aplicativo de denúncias anônimas, voluntariamente.

Assista a esse vídeo e inspire-se!

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